Cine Politeama, funcionava
na Av. República, onde mais tarde iria funcional o Cine Santa Cecília, no
Parque Moscoso, Centro, Vitória. Inaugurado em 21 de outubro de 1926.
O
Cine Politeama funcionava na
avenida República, no
Parque Moscoso, num barracão de
zinco localizado onde mais tarde funcionou o Cine Santa Cecília. Vitória. 1935.
Acervo José Tatagiba.
Histórico:
O Politeama foi inaugurado em 21 de outubro de 1926, na Avenida República, num
barracão de zinco localizado no Parque Moscoso e era dividido em duas partes: o
ingresso da geral que custava seiscentos réis e a cadeira que custava mil e duzentos
réis. Antigos frequentadores afirmam que os meninos vibravam com os seriados e
os filmes de faroestes. As sessões de domingo eram especialmente voltadas para
as crianças. E às segundas-feiras, o cinema era tomado por soldados e
empregadas domésticas, já que o quartel ficava próximo do local.
O
Politeama possuía algumas características peculiares, no verão (o telhado era
de zinco) fazia um calor insuportável, o público enfrentava uma verdadeira
sauna. A projeção naquela época era bastante falha e muitas vezes a fita se
partia no meio da sessão gerando uma grande algazarra entre a criançada. Quando
chovia o barulho batendo no telhado de zinco atrapalhava a sonoridade da
exibição do filme. Antigos
espectadores relatam também que se alguém se levantasse para ir ao banheiro,
quando voltava não mais encontrava seu lugar vazio.
A
sessão “colosso” era a alegria da cidade, era freqüentada por estudantes, operários
e empregadas domésticas. A fila para comprar o ingresso se alongava por toda a
avenida, “Uma sirene estridente instalada na entrada do cinema gerava uma
grande vibração em toda a redondeza”.
Decoração
festiva no 4º centenário do povoamento do solo espírito-santense, na Avenida
República, Centro, Vitória. A direita o barracão do antigo Cine Politeama, em
1935, que mais tarde daria lugar ao Cine Santa Cecília. Vitória. 1935. Acervo
Biblioteca Central da UFES - Coleções Especiais.
Anúncio
da programação do Cine Politeama. 1930. Fonte: Arquivo Público do Estado do
Espírito Santo / Jornal A Gazeta.


